Há 25 anos exercendo a profissão de pescador, o Sr. José Lopes Sardo aceitou responder a algumas questões acerca desta actividade.
Entrevista: Ana Sousa, Beatriz Sardo, Joana Madeira, Mónica Amado e Vanessa Henriques
Que tipos de artes de pesca conhece?
Bem, eu conheço muitos tipos, pois são 24 as artes de pesca conhecidas aqui na cidade, mas como são muitas dou-vos apenas alguns exemplos, tais como, anzol, redes, arrasto, ganchorra, covos, alcatruzes, chalrão, fisga, rede de cerco, arco, entre outras.
Quais utiliza?
As redes que eu utilizo são as redes de tresmalho e as redes de emalhar.
Que artes de pesca são proibidas?
As artes de pesca proibidas são as redes de malha pequena e as de arrasto de malha também ela pequena.
Já assistiu a algum acto de pesca ilegal?
Sim, infelizmente já assisti.
Sabe quais as normas que se devem cumprir durante a actividade piscatória?
Sim, eu sei, são muitas daí não vos dizer todas, mas deixo-vos aqui algumas, tais como: normas de segurança e não trabalhar com artes ilegais.
Tem conhecimento de algumas espécies marinhas que estejam em vias de extinção?
Sim, tenho conhecimento por exemplo dos golfinhos e das baleias.
O que acha da valorização do peixe em Portugal e em Espanha?
Acho mal, pois em Portugal o peixe vai baratíssimo e em Espanha é muito valorizado. O que está mal pois trabalhamos o mesmo ou até mais que os Espanhóis e ganhamos pouco comparado com eles.
Anteriormente existia a época de defesa em que não se podia pescar determinadas espécies, será que seria importante a existência dessa temporada?
Obviamente que será importante, porque nesse período é quando o peixe está em produção e principalmente na desova, então se não houver essa temporada o peixe não se produz devidamente.
Será que existe menos quantidade de peixe devido à falta desse espaço de tempo?
É claro que sim. O peixe precisa do seu tempo para produzir devidamente e se não tiver esse tempo, a quantidade reduz.
Será que é capaz de nos explicar o que são as toxinas?
Sou pois, as tais chamadas toxinas são um micróbio que o marisco apanha, que quando a pessoa ingere este com esse tal micróbio fica com sintomas de perturbações do trânsito intestinal.
Como estas são prejudiciais para os bivalves?
São prejudiciais para os bivalves, pois assim estes enfraquecem e muitos deles não sobrevivem ao tal micróbio apanhado e acabam mesmo por morrer.